Igreja N.S da Luz
Morro de São Paulo
IGREJA DE NOSSA SENHORA DA LUZ
Vista Frontal da Igreja de Nossa Senhora da Luz
DENOMINAÇÃO: IGREJA DE NOSSA SENHORA DA LUZ
CATEGORIA: Arquitetura Religiosa
LOCALIZAÇÃO: Morro de São Paulo – Município de Cairu -BA
PROTEÇÃO EXISTENTE: Bem Inventariado
REGISTRO IPHAN: Não tem
REGISTRO IPAC: 32201-1.0-I007
PERÍODO: Século XVIII
DESCRIÇÃO FÍSICA
Edifício de relevante interesse arquitetônico. Possui nave, capela-mor, sacristia e torre em lados opostos. O corpo central é recoberto por telhado de duas águas; a
sacristia, por meia-água. A torre tem terminação piramidal, revestida de azulejos, com faces côncavas, à maneira de telhado oriental. A fachada, emoldurada
por cunhais e cornija, é vazada por três portas em arco pleno, no térreo, e três janelas de coro, em guilhotina, com molduras estilo D. Maria I. A torre possui janela, no nível do coro, guarnecida de veneziana e, ao nível do frontão, sineira em arco pleno. O frontão do corpo central é também estilo D. Maria I, com jarrões a meia altura. O interior conserva excelente talha neoclássica, com pintura verde e dourada sobre fundo branco. Os forros da nave e da capela-mor são ornados com
pinturas religiosas adulteradas por restaurações inadequadas. As imagens são boas, destacando-se as de N. S. da Luz, São Paulo, Nossa Senhora da Penha
e Santo Antônio.
DESCRIÇÃO HISTÓRICA
Séc. XVII (início) - Segundo Silva Campos, a primitiva igreja foi construída no 1º quartel do séc. XVII, às expensas de Lucas da Fonseca Saraiva, proprietário
de terras no distrito. Simão Barreto foi o encarregado de dirigir a construção do templo e de velar por ele, depois de construído (1). 1628 - O almirante holandês Pieter Pieterzoon Hiyn destacou navios para saquear a localidade, especialmente a Igreja de Nossa Senhora da Luz, que lhe informaram ser rica em ouro e prata. A ação não chegou a termo, por terem tido os holandeses a ilusão de ver numerosa força defendendo a ilha, o que se atribui a um milagre de Nossa Senhora da Luz.
DADOS TIPOLÓGICOS
Embora existisse no local capela de igual invocação, desde o início do século XVII, o atual templo deve datar do começo do século XIX. Atestam isto a harmoniosa talha neoclássica, típica daquele período, e a decoração D. Maria I, usada na fachada. Esta decoração foi introduzida na Bahia com a reconstrução da Igreja da Ordem Terceira do Carmo de Salvador, nos últimos anos do século XVIII, cuja fachada só foi concluída em meados do século XIX. Pode-se afirmar que o ano de 1845, assinalado no frontispício, referese à conclusão das obras da igreja. A sacristia parece ter sido construída posteriormente.